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FAQ Ortopedia
- Elaborado pelo Dr. Wagner Castropil
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Quando nos deparamos com uma lesão, questionamos a causa que a gerou. Mudanças nos treinos, equipamentos inadequados (tênis, piso) ou trauma são lembrados, mas os desequilíbrios musculares relacionados ao esporte praticado são freqüentemente esquecidos.
Deve haver um equilíbrio entre grupos musculares para o bom funcionamento das articulações, e quando esse equilíbrio é quebrado temos uma sobrecarga na articulação.
Na corrida utilizamos a musculatura propulsora, formada pela cadeia muscular posterior, que trabalha impulsionando nosso corpo para frente, e por isso se desenvolve nesta atividade física.
O desequilíbrio mais freqüente ocorre entre a musculatura anterior e posterior das pernas e coxas, que pode ser a origem de muitas lesões encontradas nos corredores, como tendinites ao nível do joelho, fraturas por estresse da tíbia ou mesmo desgastes articulares que vêm com os anos.
É preciso prestar especial atenção no fortalecimento da musculatura anterior da perna e coxa e nos alongamentos da musculatura posterior para prevenir este desequilíbrio.
Em casos de recuperação de lesões ou atletas de alto rendimento, é aconselhável uma avaliação mais precisa e individual através da avaliação isocinética (foto), que consiste em um teste de força, resistência, potência e fadiga da musculatura, medindo cientificamente todas as qualidades da musculatura testada e direcionando um trabalho de equilíbrio e prevenção de lesões. |
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Com o aumento do número de praticantes de atividades física (principalmente de corredores) e também da intensidade dos treinos, um problema que antes era restrito aos atletas de alta performance e militares deve ser lembrado por quem pratica e lida com praticante de atividade física.
Trata-se da fratura por stress, uma patologia que acomete principalmente os ossos dos membros inferiores (ossos do pé, tíbia, fíbula e fêmur), cuja origem é a sobrecarga de forma intensa, mal realizada ou sem o devido intervalo de recuperação.
A fratura por stress pode se originar de um aumento muito rápido da intensidade ou do volume de treino (recomenda-se um acréscimo de até 15% semanal) ou mesmo de uma mudança no tipo de treino (troca de calçado, tipo de piso, início de um programa de saltos, etc.).
O osso envolvido é submetido à uma carga excessiva sem o devido respeito aos princípios de progressão e repouso, e inicia-se uma fratura das partes internas (trabéculas ósseas), que pode, se não tratado, progredir para uma fratura completa.
O RX em geral é normal, a não ser em fases mais tardias, onde pode aparecer uma formação de um calo ósseo discreto no local da fratura.
Para confirmação diagnóstica devemos lançar mão de métodos como Ressonância Magnética ou Cintilografia Óssea, que apresentam uma boa sensibilidade.
O tratamento é conservador, com repouso relativo, isto é, afastado de toda e qualquer atividade de impacto podendo o atleta realizar atividades na água e exercícios de fortalecimento e alongamento para manter sua condição muscular e cardio-respiratória.
O período de afastamento varia com a região onde se localiza a fratura e com o grau de acometimento ósseo, mas em geral é prolongado, afastando o paciente de atividades de impacto por um período de 1 a 6 meses.
Importante é a orientação quanto ao equipamento correto, correção de eventuais erros técnicos e quanto à correta progressão do treinamento, que se não adequados pode levar a uma recidiva da fratura ou uma nova fratura em outro local, o que é relativamente comum. |
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Denominamos tendinite ao processo inflamatório dos tendões, sendo mais freqüentemente encontradas as tendinites patelar, de pata de ganso, da banda ileo-tibial e do tendão calcâneo.
Denominamos entesite o processo inflamatório que acomete a transição tendão-osso, o denominado entesio, sendo o local mais freqüente o joelho no pólo distal da patela.
Vários fatores são predisponentes das tendinites/ entesites, tais como:
- Encurtamento da musculatura da coxa e pernas decorrente de falta de alongamento e/ou postura inadequada;
- Erro de técnica com alterações biomecânicas no movimento;
- Carga excessiva de repetições, tanto como excesso de treino quanto de trabalho.
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Não, o processo inflamatório pode ser classificado de acordo com a sua intensidade em 5 graus, conforme abaixo:
- Grau I - dor apenas após a atividade, sem dor antes ou durante a atividade;
- Grau II - dor no início da atividade, que melhora com o aquecimento e volta a doer após o término;
- Grau III - dor durante a atividade em intensidade que permite realizar a mesma;
- Grau IV - dor forte que interrompe a atividade, mas sem dor para atividades vida diária;
- Grau V - dor para atividades de vida diária
Justifica-se a procura do médico com um processo inflamatório de grau 2 ou maior ou em um grau 1 que não melhorou após um período de repouso de 1 semana. |
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É o processo inflamatório do tendão patelar, que acomete atletas que utilizam em excesso o mecanismo extensor do joelho, seja para saltar, acelerar ou frear.
Desta forma, é patologia encontrada em jogadores de vôlei, basquete, saltadores em distância e triplo, corredores e esgrimistas.
O tratamento é com fisioterapia objetivando analgesia e calor local, alongamento da musculatura da coxa, associada ao fortalecimento do quadríceps. |
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Provavelmente você tem uma tendinite da pata de ganso. A pata de ganso é o conjunto dos tendões dos músculos sartório, grácil e semitendíneo, que se inserem nesta região medial da tíbia próximo ao joelho.
A tendinite da pata de ganso ocorre em corredores de longa de longa distância, saltadores e remadores.
O tratamento consiste de analgesia da região e alongamento da musculatura anterior, medial e posterior da coxa.
Deve-se também avaliar a associação com o tipo de pé pronador, que deve ser tratado com palmilha e tênis adequados antes do retorno ao esporte. |
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É o processo inflamatório na porção lateral ou externa do joelho, que corresponde à Banda íleo-tibial, por atrito da mesma com o côndilo do fêmur até a sua inserção na tíbia.
Acomete em geral corredores de longa distância e ciclistas ou triatletas, e o tratamento consiste de analgesia, calor local, acompanhado de alongamento da banda íleo-tibial, quadriceps, e musculatura lateral do quadril. Após o tratamento da fase inflamatória deve-se fortalecer a musculatura envolvida com exercícios isométricos (apoio em uma perna só levemente flexionada) e alongamento pré-trinos. |
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Fico impressionado e ao mesmo tempo preocupado com o que vejo ao acompanhar certos atletas no consultório, em viagens e provas: um número muito grande de atletas que "convivem" com suas lesões, como se já fossem parte do seu dia-a-dia. Adaptam o seu treinamento, tomam medicamentos e fazem tratamentos alternativos por receio de procurar um profissional.
Como em todos os campos do conhecimento humano, a medicina tem as suas especializações, e os atletas de vem procurar um especialista em medicina esportiva, sob risco de serem orientados a parar sua atividade física sem necessidade. Logicamente que em certas situações há a real necessidade de dar um tempo, ou seja trocar a atividade física para não continuar agredindo a área em tratamento, mas reservamos esta situação aos casos realmente necessários. |
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No início das Olimpíadas da era moderna as mulheres não eram bem vindas ao esporte e muitas vezes discriminadas por praticarem esportes com a alegação de estarem comprometendo a sua fertilidade e saúde.
Hoje elas representam quase 50 % dos integrantes de uma Olimpíada e detêm os índices e recordes que mais evoluíram nos últimos 10 anos.
Temos que entender a mulher atleta de forma distinta do praticante masculino, com suas características, dificuldades e problemas próprios, decorrentes de variáveis anatômicas e de composição corporal próprias.
Por exemplo, a mulher apresenta uma massa muscular menor, mas com uma amplitude de movimentos maior, uma bacia mais larga com uma angulação maior do joelho, pés tendendo a mais pronadores e coluna com uma lordose lombar maior. Destas características surgem problemas ortopédicos específicos e também formas de prevenção mais adequados.
Um problema relativamente comum que acomete a mulher atleta ou praticante de esportes de forma mais intensa é a amenorréia, que é a falta de menstruação por períodos maiores que 3 meses, podendo levar a enfraquecimento dos ossos (osteoporose). Fiquem atentas a este problema, e procurem acompanhamento de um médico o mais rápido possível. |
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| Você tem os sintomas de uma fasciite plantar, que é a inflamação da musculatura e fáscia que a recobre na plantas dos pés. Isto ocorre devido a treinos intensos em uma musculatura mal alongada. Você deve começar alongando várias vezes por dia, principalmente ao se levantar, antes e após os treinos. Pode usar uma calcanheira de silicone por um período e realizar calor e massagem no final do dia. Após esta fase talvez seja necessários uma melhor avaliação e um encaminhamento para uma fisioterapia. Em caos mais crônicos (mais de 3 meses) pode ser necessário um tratamento de terapia de ondas de choque, que tem por objetivo revascularizar o tecido inflamado levando a cura completa após 3 a 4 semanas. |
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