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Saúde Mental na Corrida - corrida
13/09/2021

Saúde Mental na Corrida Aulus Sellmer Este ano, os Jogos Olímpicos de Tóquio trouxeram à tona um problema muito atual, que é a nossa saúde mental. A ginasta norte-americana Simone Biles, favoritíssima a diversas medalhas de ouro, tomou uma das atitudes mais corajosas que uma atleta já teve em Olimpíadas: não competir para cuidar de sua saúde mental. Felizmente, o tema foi amplamente discutido, de forma científica, no mundo todo e não colocado simplesmente como uma “fraqueza”, o que de fato não é. Poucos meses antes, a tenista japonesa Naomi Osaka também tomou a mesma decisão ao anunciar sua saída do torneio de Roland Garros, na França. A saúde mental já vinha sendo tema de debates e estudos desde o ano passado, quando a pandemia da Covid-19 teve início, se agravou e provocou uma mudança drástica em nossa maneira de viver. Infelizmente, ainda estamos em pandemia e tendo de lidar com medo, angústia, perda de renda, desemprego, sofrimento pela morte de parentes e amigos. No mundo da corrida, eu também percebo que a saúde mental de alguns corredores não é mais a mesma, principalmente pela cobrança excessiva por resultados e estética, deixando de lado o fator fundamental; a prática de exercícios como promoção de saúde, bem-estar e qualidade de vida. Um exemplo comum é a paranoia das redes sociais. A cada dia, temos de postar para mostrar que estamos produtivos e no caminho certo, com corpos perfeitos, o melhor e mais caro tênis, relógio etc. É um fardo contaminante, pois mais e mais corredores reproduzem essa atitude, trocando o propósito de prazer desse esporte pela obrigação de se mostrar em suas contas nas mídias sociais. Quando percebemos, estamos totalmente viciados em postar e ver o que os outros postam. Interessante ver que ninguém publica uma lesão, no caso, significado de fracasso ou derrota para o mundo em que vivemos. Outra situação é até um pouco mais antiga, porém também se encaixa dentro desse tópico: o exagero na prática da corrida. Atletas passam do limite em relação aos treinos, provas e restrições alimentares para atingir objetivos que não serão benéficos tanto para a saúde física como mental. Quantas relações pessoais foram desfeitas pelo fato de um simples treino longo ser sempre a prioridade? Quantos momentos em família foram deixados em segundo plano por conta de sucessivas provas? Mesmo as refeições, que precisam ser prazerosas começam a se tornar um sacrifício? Esse é o momento no qual perde-se a autoconsciência, pois se está totalmente consumido em atingir um desafio, que no mundo real não existe. A mente não está saudável. Há alguns dias, um corredor, orientado por mim, me questionou sobre a compra de um gps que consegue ter 23 satélites avaliando a distância percorrida no treino para, assim, ter a quilometragem exata do trajeto. A partir desse momento, somado a outros sinais, percebi a necessidade de ajuda não só minha, mas talvez de um psicólogo esportivo. Por experiência, já vi muitas pessoas passarem de certos pontos e entrarem num estágio mental preocupante. Também sei que muitas pessoas não aceitam essa vulnerabilidade e a fragilidade de saber que, mesmo estando tudo sob controle aparente, vivem numa distorção. Felizmente, esse corredor aceitou os fatos apontados e entrou num processo para cuidar de sua saúde mental. Valorizar esse autocuidado é conhecer os próprios limites e aceitar limitações e descobrir o que é mais importante do que um gps como esse. Para não terminar esta coluna sem uma sugestão de como iniciar com esse cuidado, fique atento a três fatores básicos: • Concentração - tenha foco no que deve ser feito para sempre saber onde quer chegar. • Motivação – mantenha essa energia em movimento para fazer o melhor que pode. Ela está diretamente vinculada aos valores que carrega e a sua autoconsciência de seu real potencial. Para muitos é a chama interior que impulsiona em frente. • Controle emocional – com ele, canalizamos nossa energia para os objetivos traçados que potencializa nossas qualidades. Precisamos saber controlar nossas emoções e saber conviver com os imprevistos. Ao sentir um dos três pontos fora de sintonia, dê uma pausa. Pare o tempo necessário e volte quando sentir menos pressão – atuar 24/7 fora da zona de conforto é maçante. Também, não tenha vergonha ou não se sinta derrotado, para procurar por profissionais que possam te ajudar a reencontrar seu caminho. A saúde mental tem um papel importante em nossas vidas e, também, em quem está ao nosso redor. Pense nisso e bons treinos.

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