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SUSTENTABILIDADE E CORRIDA - Geral
03/12/2019

Sustentabilidade e Corrida Todos nós percebemos que o nosso planeta esta sofrendo bastante com a quantidade de lixo que nós humanos e corredores também produzimos. Esta muito claro que precisamos propor alternativas para de alguma forma ficar livre dos plásticos e outro lixo que geramos nas ruas quando treinamos ou nas provas que participamos. São muitos copos, garrafas que jogamos nas ruas durante uma maratona ou até mesmo durante um treino de uma assessoria nos parques das nossas cidades. Lá fora, é claro, já existem estudos que avaliam os efeitos ambientais e sociais de eventos esportivos e em alguns países já é oferecida uma certificação para aqueles organizadores que aderem às melhores práticas. Ninguém gosta de ver uma rua cheia de garrafas ou copos plásticos de uso único, mesmo podendo ser limpo e reciclado, o que torna isso diferente do que você vem fazendo em sua casa com a coleta seletiva de lixo, privilégio de alguns bairros do município de São Paulo. Na cidade universitária em São Paulo, onde aos sábados temos mais de 5 mil corredores treinando, a quantidade de lixo plástico chega a casa de toneladas por mês, um grande problema que precisamos resolver o mais rápido possível, pois o nosso planeta esta pedindo soluções. A reciclagem é uma opção forte, mas reduzir a quantidade usada é ainda melhor ou buscar alternativas sem agredir o meio ambiente seria melhor ainda. Fiz uma pesquisa e descobri que algumas maratonas foram bem criativas para tentar limitar seu lixo descartável e outros descartáveis. A Maratona de Londres deste ano, por exemplo, reduziu o número de garrafas plásticas em mais de 215.000 em comparação com o ano passado, reduzindo também o número de estações de bebida no percurso da prova para 19 ao invés de 26. Em uma estação eles ofereceram cápsulas de algas marinhas (uma variedade de algas comestíveis, que é um vegetal amigo do clima que você deve comer e vai hidratar o seu corpo), que foi o maior teste de sachês de água, um produto de uma empresa de Londres que comercializa como uma alternativa comestível para garrafas plásticas de água. Esta foi uma das várias etapas que a maratona fez este ano como parte de uma meta de enviar lixo zero para aterros em 2020, e a maratona ainda esta avaliando se as cápsulas de alga eram eficazes, de acordo com o diretor do evento, Hugh Brasher. Outra idéia que vem surgindo em provas grandes com milhares de participantes é de uma empresa de engenharia americana que criou um bebedouro de 40 metros de comprimento para a linha de chegada de uma prova. O bebedouro gigante, permite que vários corredores bebam água ao mesmo tempo e estima-se que consiga economizar cerca de 85.000 garrafas plásticas e copos de cera em uma maratona com 50 mil inscritos. Também existe o desperdício de frutas e roupas onde em algumas provas, ONGs coletam roupas para doação e oferecem compostagem para bananas, maçãs e outros alimentos que sobram pós-prova. Não podemos esquecer daqueles cobertores metálicos que os corredores recebem no final das maratonas internacionais? E eles também podem ser reciclados, sendo utilizados por uma empresa que fabrica decks e grades de madeira alternativa. São muitos danos que hoje estas provas de corrida causam para o meio ambiente. Mas talvez seu maior dano ambiental seja algo que você nunca imaginou e esta relacionado com a emissão de carbono que este evento produz. Nas corridas distribuimos milhares de camisetas, medalhas, que consomem materiais e energia para fabricar e transportar. "Se estes itens são encomendados em excesso, isso é um desperdício de demanda" de acordo com Hugh Brasher. "Isso é melhor ou pior do que ter garrafas plásticas e copinhos de cera de uso único que depois é possível reciclá-las?" Uma questão a se pensar. Ainda com relação ao carbono, não podemos esquecer dos familiares que acompanham os corredores para uma prova internacional e também geram uma demanda de carbono que precisa ser compensado. As maiores maratonas do mundo, incluindo Chicago, Nova York e Londres, têm mais de 40.000 corredores, e muitos familiares voam ou dirigem para chegar até o local da prova. Fiz outra pesquisa e descobri que uma instituição , a Climate Neutral Group, que ajuda as organizações a limitar e compensar suas emissões de carbono, descobriu que 97% das emissões da Maratona da Cidade do Cabo vieram das viagens aéreas ou rodoviárias dos participantes. A maratona investiu em projetos locais para compensar essas emissões e hoje é considerada uma maratona neutra (emissão zero de carbono) , pois todos os participantes e familiares são instruídos a compensar sua viagem, como por exemplo plantar uma árvore, ou escolher companhias aéreas, no momento de comprar sua passagem aérea que oferecem opções para doar dinheiro ou milhas para compensar as emissões de gases de efeito estufa de sua viagem. Como vemos, participar de provas envolve consequências que ainda aqui em nosso país não existe nenhum tipo de preocupação como lá fora. Quem sabe o tema desta coluna não provoque nossos organizadores de provas em pensar com mais sustentabilidade. Quem sabe um dia chegamos lá, pois o número de provas de corrida não param de crescer e um dia teremos que pagar esta conta.

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